O que está por traz da inquietação dos alunos?

Sabe quando você entra na sala de aula todo motivado depois de ter feito aquele planejamento incrível? Mil ideias geniais rondaram sua cabeça enquanto coordenava com outros professores. Produziram material, pensaram em todas as estratégias, todos os detalhes para a aula perfeita!

Chegando na sala você começa bem, os alunos estão envolvidos e motivados, mas logo começam a dar sinais de inquietação. A maioria parece já não estar mais interessada na sua proposta. Você chama a atenção de um aqui, de outro ali, mais um… Sente-se impaciente e irritado, a sua empolgação inicial já baixou em 50%. Mas você insiste, continua fazendo malabarismos para sustentar a atenção dos alunos.

Para concluir, propõe uma atividade na certeza de que o conteúdo, apesar dos contratempos, foi assimilado e só então, percebe que a grande maioria teve um baixo desempenho na atividade… sua frustação fica completa! Por fim, vai desabafar com seu colega e ele relata a aula incrível que ele deu, apresenta as atividades dos alunos dele, um sucesso!

Aí vem um peso. Uma vontade de desistir. Questionamentos como: “será que estou no lugar certo? Fazendo a coisa certa? Uma sensação de fracasso e de culpa. Você acredita que o problema está com você. Tenta identificar onde aconteceu a falha, mas fez tudo como manda o figurino, o que houve então?

Acontece, que dentro da sala de aula, existe um conteúdo sutil, que fica por traz de todas as aprendizagens e que precisamos olhar com mais cuidado. Muitas vezes a agitação de uma criança tem relação com um processo interno, um conflito pessoal, uma dor que ela não consegue expressar ou não tem espaço adequado para fazer isto.

Olhar para estas situações é essencial na sala de aula. Criar espaços onde as crianças possam entrar em contato com os seus sentimentos, aprender a nomeá-los e buscar a melhor estratégia para resolvê-los precisa ser um processo diário e contínuo. Deixamos para pensar nestas questões apenas quando os conflitos surgem. Aí não há muito o que se fazer e a não ser usar a punição, a bronca e esse mal estar vai ficando cada vez maior e envolvendo todos da sala. Instala-se uma vibração desarmônica no ambiente.

O professor também precisa desenvolver estratégias de autocuidado para não carregar pesos maiores dos que ele já tem. É importante que o professor trabalhe com alegria e motivação. Ele precisa de um ambiente adequado para isto, afinal o professor é a peça chave para o sucesso da educação!

A proposta da Pedagogia Quântica é olhar para todas essas questões. É trazer alternativas para um novo fazer pedagógico que considere o aluno e o professor como seres integrais dotados de potencialidades e fragilidades que podem ser gerenciadas com mais consciência. Atividades simples que podem ser inseridas no planejamento que ajudam o aluno a prestar mais atenção nos seus processos mentais e emocionais e assim estar mais aberto para aprender.

A Pedagogia Quântica reúne práticas adotadas por diferentes campos do conhecimento e que vão estimular e manter um ambiente de harmonia e equilíbrio para que as aprendizagens possam fluir de uma maneira natural e efetiva. Afinal a humanidade já avançou e vem avançando cada dia mais na área de desenvolvimento pessoal. Porque não usar estas ferramentas na sala de aula contribuindo para que as crianças se tornem adultos mais capazes e equilibrados? Vamos unir forças em benefício da educação!

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