Exclusão do pai, consequências para o filho!

A estrutura familiar de hoje mudou. O modelo papai, mamãe e filhinhos já não corresponde a muitas realidades. Existem famílias de todos os tipos, crianças criadas pelos avós, tios, familiares. Crianças que moram apenas com a mãe, ou apenas com o pai. Outras dividem o tempo ora na casa de um, ora na casa do outro, crianças criadas por pais adotivos, ou em lares e abrigos sociais. Hoje vamos falar especificamente  da “exclusão do pai”

Sabemos que a estrutura familiar com pai e mãe é importante, saudável na maioria das vezes. Sabemos também que esta não é a fórmula mágica para a garantia do sucesso emocional e equilíbrio dos filos pois, uma convivência desrespeitosa e desarmônica, traz consequências muito ruins para a formação das bases emocionais da criança. Também é muito simplista e discriminatório acreditar que, na ausência desta união natural, as crianças estarão fadadas à frustração e  a desequilíbrios emocionais.

A formação biológica de um bebê é constituída em 50% pelas células e DNA do pai. A física quântica contribui afirmando que somos muito mais do que o nosso conteúdo físico, material. A partir do experimento da dualidade onda e partícula foi vislumbrado um conteúdo invisível que nos influencia o tempo todo, um conteúdo subatômico, repleto de informações pelas quais somos guiados sem nos darmos conta na maioria das vezes. Recebemos de nossos pais muito mais que o conteúdo genético estamos imersos também em um campo morfogenético, uma força que nos liga e nos conecta com a nossa origem. Somos essencialmente pai e mãe, não há como negar.

Porque é importante pensarmos em tudo isso? Porque a nossa postura interna, vibracional é que determina todo o resto. Se uma criança não convive com o pai, é essencial que as pessoas responsáveis por sua criação reconheçam e respeitem a sua essência, a origem da sua vida. Todas as vezes que uma criança é submetida a ouvir críticas e desrespeito em relação ao seu pai, ela começa uma luta interna de negação de si mesmo, aí começam os problemas, aí nascem as sequelas emocionais, comportamentais. Não há como ignorar ou excluir um pai da vida de um filho, esse pai precisa ser validado internamente, reconhecido como parte integrante daquela vida. Só assim a criança segue leve o seu caminho, com gratidão à sua essência, livre dos julgamentos e críticas, mas conectada a força essencial que ela necessita para seguir em frente.

Percebo nas escolas, boa parte das crianças agitadas, nervosas, com transtornos de déficit de atenção tem um histórico de exclusão do pai. Algumas não podem sequer falar sobre o pai, outras carregam uma mágoa que foi depositada nelas em função da fala de terceiros. As crianças amam naturalmente, mesmo que neguem isso por fidelidade à mãe e independente do que eles tenham feito ou deixado de fazer. A pior agressão que podemos fazer a uma criança é impedi-la de amar e reconhecer a sua origem. Um dos casos extremos que vi foi de uma criança que a mãe pediu à professora para não ensinar  escrever o nome completo para sua filha pois não queria que ela assinasse o nome do pai.

Quando uma criança está agitada, inquieta, não consegue se concentrar para realizar uma atividade, não é simplesmente porque ela é danada ou teimosa. Existem forças ocultas atuando aí, algo no campo sutil está fora de ordem, algo a nível de sentimento está sendo negado, existe uma desarmonia interna que se manifesta externamente. Garantir que o amor às suas raízes flua naturalmente ajuda muito! Vejo isso acontecer diante dos meus olhos como num passe de mágica em atitudes simples de reconhecimento e respeito aos pais de muitas crianças na escola. Validar a vida na sua origem, simples assim!

A criança pode viver muito feliz e sentir-se amada em qualquer estrutura familiar desde que esteja em paz com a sua história de vida, desde que a postura interna dos seus cuidadores honre o que veio antes, do jeito que é, concordando com a manifestação da vida em sua plenitude. O melhor presente neste dia dos pais é o seu reconhecimento e validação no coração. Faça antes as pazes com seu pai e liberte o seu filho ou a criança por quem você responsável, para manifestar também o amor a seu pai! Assim o amor circula livremente curando feridas e mazelas e permitindo que muitos talentos e habilidades se manifestem em todos os aspectos da vida da criança!

Feliz dia dos pais!

2 Comentários
  1. Maristela da Rocha 1 ano atrás

    Por favor que pensamento …. Criei meus filhos sem pai.. Sempre dei aa eles o amor e minha familia contribuiu tambem.. Sao crianças maravilhosa nota 10 na escola.. Agora conheço criança criada por pai e mãe que sao insuportável, agitada… Por favor ne.. o papel de pai hoje nao se torna necessidade nenhuma para um criança.. O que é necessidade é a forma que ela é criada , com amor carinho respeito educação..isso sim é necessidade…

    • Autor
      Andrea Wolney 3 meses atrás

      Olá Maristela, parabéns por sua força! A intensão aqui não é dizer que filhos que não foram criados pelos pais são problemáticos, mas mostrar que a postura interna da mãe em relação ao pai pode trazer pesos inconscientes e dificuldades diversas para os filhos. Isso pode acontecer também com o casal que convive junto, afinal a exclusão não é apenas física, mas em um campo maior e mais profundo. Abraço de luz!

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