Dicas alternativas para lidar com transtornos e dificuldades escolares

transtornos

O que fazer quando as crianças não correspondem à média considerada “padrão” de desenvolvimento cognitivo ou comportamental para determinada faixa etária? O primeiro questionamento é: “estar na média é a melhor alternativa?” Todo desvio daquilo que é considerado normal é exceção, e as exceções é que fazem a diferença, já parou para pensar nisso? Sim, apenas o que é diferente é que traz possibilidades inovadoras. Grandes líderes e pessoas que fizeram a diferença para humanidade, não eram consideradas “normais” pois fugiam da norma padrão e só por isso alteraram verdades absolutas, quebraram regras, mudaram paradigmas.

Então, a primeira dica para lidar com transtornos e dificuldades escolares é mudar a perspectiva de olhar, sair da concepção de que é um fardo, um peso, ser diferente. O pior caminho é tirar a originalidade, a espontaneidade de ser aquilo que é. Concordar com o que se apresenta e estimular habilidades sem querer encaixar em formas engessadas, sem querer seguir modelos ideais impostos por padrões sociais é o que vai efetivamente contribuir com essa criança pois só assim ela não vai ficar inibida ao se expressar, não vai se sentir diminuída, inferiorizada perante aos colegas. Então se pergunte agora, como estou olhando para as diferenças da minha criança?

Lidar com a incapacidade do outro passa pela forma que cada um tem de lidar com a sua própria inabilidade. Sou tolerante com os meus erros? Consigo percebe-los como partes integrantes do meu processo de desenvolvimento? Enxergo minha dificuldade como possibilidades de superação? Ou fico constrangido, paralisado, envergonhado diante dos meus fracassos?  É pouco provável que você contribua efetivamente com seu filho e/ou aluno, se não consegue lidar com as próprias frustrações. A mudança começa em nós mesmos e como consequência natural seremos mais tolerantes, mais empáticos, mais encorajadores junto aos nossos pequenos.

Então, como estimular as habilidade e talentos mesmo perante as incapacidades? Temos a tendência de acreditar que existem soluções sofisticadas para resolver problemas complexos, mas a verdade é que as grandes alterações acontecem na simplicidade, nas pequenas coisas, gestos e atitudes. O exercício do autoconhecimento é a melhor alternativa de desenvolvimento humano. Contribuir para que as crianças adquiram habilidades de autocuidado, auto responsabilidade, gerenciamento das próprias emoções, capacidade de lidar com as suas frustrações é o que vai fazer a diferença. Ações como respirar profundamente, perceber no corpo as sensações e sentimentos despertados nas diferentes situações cotidianas, aprender a frear um impulso emocional para fazer escolhas mais acertadas, estas, são ações efetivas para o desenvolvimento saudável da criança.

Em sala de aula, podemos inserir pequenos momentos mágicos de autocuidado e inteligência emocional. Reservar espaços no dia de aula para pensar sobre os estados emocionais daquele momento,  perceber melhor o corpo, suas sensações, exercitar a capacidade de relaxar, de criar imagens mentais positivas, de ser grato… enfim, ações simples mas extremamente efetivas.  Vamos olhar para o ser humano na sua integralidade, na sua forma única de ser e a contribuição que pode dar, esta é a forma mais acertada de contribuirmos com as nossas crianças!

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Grande abraço!

Andréa Wolney

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