Como estimular o processo criativo

Sob a perspectiva quântica, o processo criativo acontece a partir da não-localidade. O que isto significa? É o acesso a um estado transcendente, fora da dimensão tempo e espaço. Vamos pensar da seguinte forma: a maior parte do tempo estamos num processo racional, linear, sequencial, onde nossos pensamentos estão organizados de forma coerente e lógica. Estamos usando as nossas habilidades cognitivas para antecipar fatos, planejar, tomar decisões, fazer escolhas. Este é um processo contínuo.

Para acessarmos, no entanto, os processos criativos precisamos ir além disto. É necessário adentrarmos o campo de infinitas possibilidades, a transcendência. Já notaram que, muitas vezes estamos completamente absorvidos em uma atividade, extremamente concentrados e nem sempre chegamos a um resultado final desejável? De repente, quando estamos em outra situação, totalmente alheia à anterior, aquela ideia genial, surpreendente vem à tona como um clarão. Este é o momento do insight criativo.

Geralmente estas ideias, surgem quando estamos relaxados, descansando, quando estamos entrando no sono ou saindo dele. Pode acontecer também quando ouvimos uma boa música, estamos descontraídos em uma produção artística ou ainda em estados contemplativos de uma bela paisagem. Estes podem ser considerados momentos transcendentes.

O que podemos fazer para estimular a criatividade? Precisamos alternar estes estados lógicos e racionais com práticas de relaxamento e transcendência. A meditação é uma ótima ferramenta para isto. Durante estados meditativos alcançamos uma frequência cerebral mais baixa. É como se a poeira dos pensamentos fosse se assentando. Assim estaremos favorecendo a manifestação do insight criativo, de ideias originais, inovadoras.

Podemos também estimular estes processos em sala de aula propondo aos alunos, além dos   momentos de intenso foco cognitivo, os momentos de descontração e relaxamento. Para isto podemos lançar mão de práticas de respiração consciente, plena atenção, automassagem, relaxamento corporal, atividades artísticas ou musicais de livre expressão.

Alternar a concentração cognitiva e os momentos de relaxamento. Por exemplo, você terminou de explorar um conteúdo que exigiu bastante esforço mental dos alunos, suponhamos que tenha sido uma aula de matemática. Ao invés de mudar drasticamente o conteúdo para História, por exemplo, faça antes algumas respirações profundas, uma visualização orientada para induzir o relaxamento corporal, uma atividade de alongamento ou automassagem, coloque uma música suave ao fundo. Enfim insira em sua aula momentos de cuidado com o corpo, provocando assim a melhor assimilação dos conteúdos ministrados e a estimulação de processos e insights criativos.

Quando abrimos a nossa mente congestionada, novas ideias surgem. Vamos exercitar ou nos permitir acessar a criatividade criando espaços prazerosos e relaxantes na aula. Experimente e depois me conte…

 

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