Importância do olhar do Educador

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Você sabia que é o seu olhar de professor que está criando a sua realidade na sala de aula? Sabia que a sua expectativa em relação ao seu aluno interfere no desempenho dele? Isso foi o que provou uma pesquisa realizada por Robert Rosenthal em 1968 e que criou o conceito do que hoje chamamos de efeito pigmaleão, que é a comprovação de que as nossas expectativas, ou a nossa forma de perceber a realidade influencia o outro.

Rosentahal mostrou na sua pesquisa que, o fato de os professores terem expectativas positivas dos alunos, fazia com que o desempenho acadêmico dos alunos melhorasse. Ele testou crianças de uma escola de Educação Infantil alegando aos professores que iria verificar a capacidade cognitiva dos alunos. Ao final do teste apresentou uma listagem de nomes e afirmou que aquelas crianças tinham um QI mais elevado que a média. Solicitou então que os educadores apenas observassem o desempenho das crianças ao longo do ano, não seria necessário comunicar o fato aos pais, nem aos alunos, muito menos alterar as estratégias pedagógicas aplicadas à turma, eles deveriam apenas observar. Ao final da pesquisa ficou constatado que as crianças indicadas na listagem apresentaram efetivamente resultados acima da média. Só então o pesquisador revelou o verdadeiro teor da pesquisa que não era avaliar as criança e sim verificar o impacto da expectativa do professor sobre os alunos. As crianças definidas na lista tinham sido escolhidas aleatoriamente sem considerar o teste cognitivo, dentre elas também estavam crianças com QI abaixo da média. Como essas crianças superaram as demais e tiveram um desempenho acima do esperado? Rosenthal pôde comprovar então a sua teoria de que a expectativa, ou o olhar do professor, influencia no desempenho acadêmico dos alunos. Esta pesquisa só confirma a teoria quântica de que o observador cria a realidade observada.

A partir daí a grande pergunta que devemos nos fazer é: Como estou olhando para meu aluno? Tenho clareza a respeito disso? Não? Então vamos fazer uma breve reflexão juntos, responda sinceramente aos questionamentos:

  • Quando você percebe uma dificuldade de aprendizagem do seu aluno, o que vem primeiro a sua cabeça, uma ideia ou estratégia para ajuda-lo a superar, ou vem logo o pensamento de que ele tem algum problema?
  • Como é a sua perspectiva diante dos acontecimentos negativos do dia a dia? Rapidamente encontra estratégias para superá-los ou fica com o pensamento negativo insistentemente preso à sua mente acreditando que nada mais vai dar certo, que aquilo é daquele jeito mesmo e que nunca vai se alterar?
  • Como você encara os seus próprios erros e limitações? Acredita que não é bom o suficiente ou enxerga como uma oportunidade de superação?

Então, a perspectiva que você tem em relação ao seu aluno está diretamente relacionada com a sua perspectiva de vida, ao seu estado mental, a sua própria capacidade de superação e resiliência. O modo como você olha o seu aluno tem relação com o seu sistema pessoal de crenças, com a postura otimista ou negativada perante a vida. Com a sua capacidade de se vitimar ou não diante de um desafio. Tem a ver com o seu foco, com a sua perspectiva da realidade.

Como alterar essa perspectiva então?

O primeiro passo é ser corajoso o bastante para perceber a sua ótica negativada em relação aos seus alunos e não simplesmente negá-la como é a nossa tendência psicológica e  natural de fazer. Depois você poderá usar isto a seu favor e ir se questionando, o que posso perceber de potencialidade no meu aluno além do que estou vendo? Faça a pergunta internamente e fique apenas disponível e atento as respostas que naturalmente virão. O modo como você olha para o seu aluno fala muito mais de você do que você imagina e é uma excelente oportunidade de reflexão, autoconhecimento e transformação pessoal.

Um exemplo legal da influência do olhar do professor é o filme: “Com estrelas na Terra” se você ainda não viu, não deixe de assistir! Excelente reflexão para professores.

Fica aqui o link: Como estrelas na Terra

Andréa Wolney

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