Como combater a corrupção a partir da educação?

Como sabemos se a educação de um país vai bem? Podemos perceber isto não só através dos indicadores educacionais como IDEB  e valores estatísticos da capacidade cognitiva dos alunos. Podemos perceber a qualidade da educação através do seu reflexo na sociedade, na qualidade de vida e o bem estar das pessoas, na gentileza e respeito do tratamento de uns com os outros, na responsabilidade social de todos, distribuição justa da renda, até mesmo nível de felicidade e satisfação do seu povo.

Infelizmente não tem sido esta a nossa realidade. Porque não? Quais são os responsáveis? Podemos apontar culpados, responsabilizar a corrupção, ficarmos indignados com a política, fazermos manifestações para revelar toda a nossa indignação. Podemos acreditar que a responsabilidade é de poucos em detrimento de muitos Ok, mas a grande pergunta que fica é a seguinte: o que estou fazendo de concreto para contribuir com a alteração desta realidade? Todo esse cenário vai se transformar do dia para a noite? Sabemos que não. A verdadeira transformação começa na raiz, na formação do ser, na educação. Então eu e você que somos educadores temos muito o que fazer!

Vivemos em um modelo bélico, ou seja pautado na guerra, na disputa, precisamos o tempo todo estar provando que somos os melhores, esse é o padrão de uma sociedade que vive na primazia da matéria, apegada aos valores do ego.  O grande desafio então é passarmos para a primazia da consciência onde saímos da individualidade egoica para o compartilhamento de habilidades e talentos em benefício de todos. Como fazer isto de forma concreta? Eu como ativista quântica e educadora reconheço a minha responsabilidade social e a partir dos princípios científicos da física quântica e outras áreas do conhecimento sei que podemos alterar essa realidade.

Então vamos lá para a prática: Um das propostas da Pedagogia Quântica é a substituição de atividades competitivas por atividades colaborativas na escola. Qual a implicância dessa simples alteração dentro do espaço da sala de aula?

Ao estimularmos atividades em sala onde todos precisam colaborar para alcançar um único objetivo estaremos provocando a formação de habilidades sociais, onde o bem comum ocupa um lugar concreto, onde antes de agir apoiado apenas em um interesse pessoal a consciência de grupo precisa ser levada em consideração.

Quando na sala de aula recompensamos os alunos que tem melhor desempenho cognitivo, na verdade estamos afirmando aos outros que eles não são bons o suficiente, o que não é verdade. Não existe o melhor e o pior, existem contribuições e competências diferentes. Quase que a totalidade das brincadeiras escolares são de disputa, onde um ganha e necessariamente o outro perde e assim estamos reafirmando valores de competição. Quando, no entanto, pedimos/ para um grupo de crianças montarem juntas um quebra cabeça em determinado tempo estamos estimulando a ajuda mútua.

Como podemos transformar brincadeiras competitivas em brincadeiras colaborativas então? Basta temos em mente o conceito de cooperação, todos juntos com um objetivo único. Se o jogo é basquete, por exemplo, podemos montar um time só e fazer um desafio de ensacarem tantas bolas em determinado tempo. Ao final analisar conscientemente se a meta foi atingida ou não, quais as estratégias utilizadas o que pode ser melhorado para aumentar a performance do grupo, sem responsabilizar, ou apontar culpados caso o desafio não tenha sido superado.

As mudanças advindas desta simples alteração de postura do professor provocam a ampliação da consciência coletiva da turma e seus reflexos acabam por influenciar positivamente as relações interpessoais e até mesmo o desempenho acadêmico dos alunos. A criança que desenvolve essa consciência coletiva com certeza vai se tornar um adulto mais consciente e responsável por seu papel social. Se esta ação acontece massivamente nas escolas muito boa chances de termos nosso quadro político renovado num futuro não tão distante.

E você, como tem se tornado um ativista da transformação? Faça isso no seu espaço, independente do seu ofício, todos nós podemos contribuir para mudança de perspectiva das pessoas que nos rodeiam.

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